
ECONOMIA

A atividade econômica brasileira voltou a crescer em agosto. O IBC-Br, indicador do Banco Central considerado uma prévia do PIB, avançou 0,3% em relação a julho, em linha com o esperado pelo mercado. Foi a primeira alta depois de dois meses de retração: junho e julho registraram queda.
Frente a agosto de 2025, a economia cresceu 1,2%. No acumulado dos últimos 12 meses, o avanço é de 1,6%. Entre os setores, a indústria cresceu 0,9% e os serviços, 0,2%, enquanto a agropecuária recuou 1,8%.
A recuperação, porém, ainda é tímida. Os dados setoriais do IBGE para agosto vieram abaixo das expectativas, e economistas já projetam leve retração do PIB no terceiro trimestre. A gestora ASA, por exemplo, estima queda de 0,2%. O Boletim Focus desta segunda-feira (19) também reduziu a projeção de crescimento para 2026, de 1,85% para 1,83%.
No horizonte mais longo, o quadro é outro. Projeção do FMI divulgada na última semana indica que o Brasil deve voltar à 8ª posição entre as maiores economias do mundo em 2027, com PIB estimado em 2,79 trilhões de dólares. Hoje na 10ª colocação, o país ultrapassaria a Itália (2,77 trilhões) e a Rússia (2,68 trilhões). A última vez que o Brasil ocupou o 8º lugar foi em 1996. Como o ranking é calculado em dólares, o desempenho do câmbio também influencia a posição.
Em números: IBC-Br de agosto com alta de 0,3% no mês | Indústria com alta de 0,9%, serviços com 0,2% e agropecuária com queda de 1,8% | PIB projetado para 2026 com alta de 1,83% | Brasil projetado como 8ª maior economia do mundo em 2027, com PIB de 2,79 trilhões de dólares.
O que isso significa para quem investe
Uma economia em desaceleração no curto prazo tende a abrir espaço para novos cortes de juros, o que reforça a relevância de títulos com rentabilidade definida na aplicação, como os prefixados. Já a perspectiva de crescimento no longo prazo tende a estimular a expansão das empresas. Para isso, muitas captam recursos emitindo títulos como as debêntures, que funcionam como um empréstimo feito pelo investidor à empresa, em troca de uma rentabilidade definida.
Fontes: Banco Central e IBGE, via Forbes Brasil (16/10/2026); FMI, via Exame (16/10/2026); Boletim Focus (19/10/2026).
MUNDO
O maior banco da Suíça considera deixar o país

O UBS, maior banco da Suíça e um dos maiores do mundo, prepara planos para transferir sua sede para fora do país. A possibilidade, revelada pelo The Wall Street Journal, depende do desfecho de um projeto de lei em tramitação no Parlamento suíço que endurece as regras de capital para a instituição.
A proposta do governo obriga o banco a manter mais capital próprio para cobrir as atividades de suas filiais no exterior. Pelas contas do UBS, a mudança exigiria cerca de 16 bilhões de dólares adicionais, com implementação gradual ao longo de sete anos. Entre as alternativas estudadas estão comprar um banco nos Estados Unidos e transferir a sede para lá, fundir-se com um concorrente europeu ou ser vendido a um grupo americano. O banco recebeu sondagens de possíveis parceiros, mas não há negociações ativas.
A preocupação do governo tem origem no tamanho do banco. Desde que absorveu o Credit Suisse, em uma compra emergencial em 2023, o UBS acumula cerca de 1,7 trilhão de dólares em ativos, o equivalente a aproximadamente 150% do PIB suíço. Nos Estados Unidos, os ativos do maior banco do país somam cerca de 15% do PIB. Na prática, a Suíça teme não ter capacidade de socorrer o UBS em uma eventual crise.
A ministra das Finanças, Karin Keller-Sutter, afirmou que sair custaria mais ao banco do que permanecer. O texto começa a ser analisado por uma comissão da Câmara baixa em 26 de outubro, e uma decisão final não é esperada antes de dezembro.
Em números: o UBS teria de reforçar sua reserva de capital em cerca de 16 bilhões de dólares, em um prazo de até sete anos. O banco tem 1,7 trilhão de dólares em ativos, o equivalente a cerca de 150% de toda a economia suíça. O Parlamento começa a analisar a proposta em 26 de outubro.
O que isso significa para quem investe
O caso UBS mostra que até as maiores instituições financeiras do mundo são avaliadas pela capacidade de honrar seus compromissos. Para quem investe, isso se traduz em perguntas simples, que valem para qualquer título de renda fixa: quem é o emissor e qual o seu histórico? O que lastreia o investimento? Qual o prazo e em que condições é possível resgatar? Responder a essas perguntas antes de aplicar, e distribuir os recursos entre diferentes emissores, é a forma mais direta de reduzir riscos.
Fontes: The Wall Street Journal, via InvestNews (16/10/2026); Times Brasil (16/10/2026).
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Valores estimados, líquidos de IR, prazo de 36 meses. Tabela vigente desde 07/10/2026. Rentabilidade alvo, sujeita a variação
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A Black Friday de assinaturas da allu acontece em novembro. Até 19 de outubro, mais de 100 mil pessoas já se cadastraram para receber as condições especiais em smartphones, notebooks e outros eletrônicos por assinatura.
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Até segunda, Equipe allu Invest
